A fibromialgia está se tornando um tema cada vez mais discutido quando o assunto é saúde, devido aos impactos significativos que tem na vida dos pacientes. Imagine viver sabendo que a dor crônica será uma companhia constante, afetando sua produtividade, suas interações sociais e até mesmo suas emoções? Pois é, essa é a realidade para muitos. E a nova Lei nº 14.705, vigente desde janeiro, promete mudanças ao possibilitar o enquadramento de quem sofre com fibromialgia ou doenças similares como deficientes, necessitando de uma avaliação especializada.
Surpreendentemente, 3% da população brasileira vivem com fibromialgia, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, e a maioria são mulheres. A dor, é claro, não discrimina e pode afetar qualquer pessoa, inclusive jovens e idosos. Vamos explorar um pouco mais sobre essa condição.
Quais são os sintomas da fibromialgia e como eles afetam o sono?
"A fibromialgia não se resume apenas à dor", afirma Karina Paez, especialista da AmorSaúde. Sentir-se exausto é comum, mas a doença vai além, impactando o humor e a disposição. Isso se deve ao sistema nervoso alterando a percepção de dor, tornando tarefas triviais emocionalmente desgastantes, especialmente o tão necessário sono. Pessoas com fibromialgia relatam ter um sono leve e fragmentado, exacerbando a dor e criando um ciclo vicioso de cansaço e sofrimento.
Karina alerta que o sono superficial dificulta a recuperação do corpo. Esse ambiente propício ao sofrimento crônico é alimentado pela falta de descanso adequado, que aumenta a tolerância à dor e diminui o vigor físico.
Quais hábitos podem aliviar os sintomas da fibromialgia?
Algumas mudanças de hábitos podem ser aliadas contra a fibromialgia. Aqui estão algumas delas:
1. Como inserir atividades físicas leves na rotina pode ajudar?
Exercícios leves como caminhadas, alongamentos e pilates são ótimos para aliviar dores e melhorar a disposição, respeitando sempre os limites do corpo.
2. Por que manter horários regulares de sono é importante?
Criar uma rotina de sono, com horários consistentes para deitar e acordar, pode ser a chave para minimizar a dor e melhorar a qualidade do descanso.
3. Como o controle do estresse emocional pode ajudar?
Utilize métodos para aliviar o estresse, como relaxamento, lazer ou terapia. Estas técnicas ajudam a manter o equilíbrio emocional, essencial no manejo da fibromialgia.
4. A alimentação pode influenciar nos sintomas da fibromialgia?
Sim! Diminuir a ingestão de alimentos ultraprocessados e gordurosos pode ajudar no controle da inflamação e melhorar o bem-estar geral.
5. Por que o acompanhamento médico contínuo é fundamental?
Consultas regulares permitem ajustes no tratamento e são fundamentais para melhorar a qualidade de vida, adaptando o tratamento às necessidades individuais.
O que é verdade e o que é mito sobre a fibromialgia?
A confusão sobre a fibromialgia ainda é comum. Veja alguns mitos e verdades:
1. A fibromialgia é uma doença psicológica?
Mito. Embora possa estar associada a eventos traumáticos, a fibromialgia envolve fatores além dos psicológicos, como aspectos genéticos e neurológicos.
2. Existe um exame para diagnosticar a fibromialgia?
Mito. Não há exames específicos para diagnosticá-la, é preciso um diagnóstico clínico e a exclusão de outras condições.
3. A fibromialgia tem cura?
Verdade. Não há cura conhecida, mas o tratamento certo pode reduzir os sintomas e aumentar a qualidade de vida consideravelmente.
4. Dieta pode ajudar no controle dos sintomas?
Verdade. Embora não haja uma dieta específica, dietas que evitam alimentos inflamatórios são frequentemente benéficas.
5. A fibromialgia é um tipo de artrite?
Mito. A fibromialgia não causa inflamação e não danifica articulações, mas pode coexistir com outras doenças reumáticas.
Quando é hora de procurar um médico?
Se a dor interfere na sua rotina ou se surgirem sintomas como cansaço extremo, alterações no sono ou no humor, não hesite em procurar ajuda médica. Além disso, novos sinais, como febre ou perda de peso sem motivo aparente, devem ser investigados para garantir um tratamento eficaz e melhorar a sua qualidade de vida.
Por Nayara Campos
Redação EdiCase