Ao se aproximar dos 40 anos, muitas mulheres se encontram em um ponto crucial da vida, onde sucesso profissional e estabilidade financeira começam a se estabilizar. Esse é um momento em que se sentem prontas para abraçar a maternidade com mais confiança. No entanto, existe uma discrepância entre o ritmo social e o biológico: enquanto você sente que está no auge das suas capacidades, seus ovários seguem um ritmo próprio. De acordo com o Dr. Luiz Pina, ginecologista e especialista renomado em reprodução humana, após os 35 anos a reserva ovariana reduz significativamente, tornando cada ciclo menstrual um desafio maior para a concepção.
Como a desinformação nas redes sociais pode impactar sua fertilidade?
As redes sociais têm desempenhado um papel complicado na forma como percebemos a maternidade tardia. Dr. Luiz Pina alerta para a crescente desinformação compartilhada online, especialmente sobre gestações naturais após os 50 anos. Muitas vezes, essas histórias disseminadas nas redes geram uma falsa sensação de segurança, levando a frustrações quando a realidade se apresenta de outra forma.
A realidade médica esclarecida por Luiz Pina é clara: a probabilidade de engravidar naturalmente com óvulos próprios aos 50 anos é extremamente baixa. É crucial que informações sejam repassadas com responsabilidade, revelando métodos possíveis, como a ovodoação e o congelamento de óvulos.
O que acontece com a capacidade ovariana ao longo da vida?
- 25 anos: este é o auge da fertilidade feminina;
- 35 anos: ocorre uma queda notável na quantidade e qualidade dos óvulos;
- 40 anos: a chance de gravidez natural cai para cerca de 5% por ciclo;
- A partir dos 45 anos: a gestação natural se torna uma exceção.
"Não é possível parar o relógio biológico, mas podemos trazer essa discussão mais cedo para a vida das mulheres jovens", afirma o especialista do Baby Center. Planejar a maternidade pode ser mais seguro e consciente, evitando desilusões no futuro e aproveitando melhor as opções disponíveis.
Por Bruna Nascimento
Redação EdiCase