No cenário atual, em que a expectativa de vida ao redor do mundo só aumenta, a saúde bucal torna-se mais do que uma questão estética; é uma prioridade de saúde pública. Você sabia que a World Health Organization estima que até 2050 cerca de 25% da população mundial terá 60 anos ou mais? Isso significa quase 2 bilhões de pessoas, muitas das quais manterão seus dentes naturais, reforçando a importância dos cuidados contínuos com a saúde bucal.
Cuidar dos dentes ao longo da vida está diretamente ligado à qualidade de vida, autoestima e bem-estar. Leonardo Acioli, dentista e CEO da SorriaMed, destaca que a odontologia preventiva e o maior acesso à informação estão transformando o envelhecimento. É cada vez mais comum encontrar pessoas na casa dos 80, 90 e até 100 anos com sua dentição natural preservada.
Como a higiene bucal pode prevenir problemas?
A primeira linha de defesa para manter seus dentes é a higiene bucal. Segundo Acioli, escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia com técnica adequada, juntamente com o uso de fio dental, ajuda a evitar placa bacteriana e doenças gengivais. A qualidade da escovação é mais importante do que a força aplicada; escolha cerdas macias para uma limpeza eficaz e confortável.
Por que visitar o dentista regularmente faz diferença?
Consultas regulares são essenciais para identificar precocemente alterações na saúde bucal. Exames clínicos e radiografias podem detectar problemas antes que eles causem sintomas. Isso permite intervenções menos invasivas e ajuda a controlar fatores de risco como bruxismo e retração gengival.
Como a alimentação afeta a saúde bucal?
Uma dieta equilibrada impacta diretamente na longevidade dos dentes. Alimentos ricos em cálcio, vitamina D e fósforo são essenciais. Por outro lado, açúcares e ácidos podem acelerar cáries e desgastes dentários. Atenção aos alimentos duros também é importante, pois podem causar fraturas, dependendo da condição bucal.
O que muda na saúde bucal com o envelhecimento?
Com o tempo, fatores como a redução do fluxo salivar podem favorecer cáries e mau hálito. Doenças crônicas e medicamentos contínuos também influenciam na eficiência da higiene bucal. Felizmente, tecnologias como escovas elétricas e irrigadores orais podem auxiliar bastante nesses cuidados.
Por que não devemos normalizar a perda de dentes?
A perda de dentes não deve ser encarada como inevitável na velhice. Com os avanços na odontologia, sabe-se que muitas são evitáveis. Implantes e próteses são opções de última instância. Preservar o dente natural é sempre a alternativa mais segura e saudável.
Por Davi Goulart
Redação EdiCase