Desde o início desta semana, banhistas e turistas registram a impressionante presença de cardumes gigantes que invadiram o litoral da Zona Sul do Rio de Janeiro. As manchas escuras, vistas em praias como Urca, Leme, Arpoador e Copacabana, são compostas por manjubas e sardinhas atraídas por águas mais frias e ricas em nutrientes. O fenômeno, que transformou o mar em cenário espetacular, viralizou nas redes sociais e despertou curiosidade até de especialistas.
Por que cardumes estão aparecendo na orla do Rio?
Segundo o professor Marcelo Vianna, da UFRJ, as manchas escuras que tomaram conta do litoral carioca são formadas por pequenos peixes como sardinhas e manjubas. O fenômeno ocorre devido à ressurgência — processo em que águas frias e densas sobem à superfície durante o verão, trazendo nutrientes do fundo do mar. Isso aumenta a presença de fitoplâncton e atrai peixes que se alimentam dessas microalgas.
“É um fenômeno comum nessa época do ano, mas este ano o cardume está muito maior e mais próximo da costa”, - Vianna![]()
Como os banhistas estão reagindo ao fenômeno?
Vídeos captados por drones e câmeras subaquáticas dominam as redes sociais. Muitos frequentadores das praias relataram experiências únicas ao nadarem entre os peixes.
“Eu nunca vi a Praia da Urca assim”, escreveu Henrique Foca ao postar imagens de um mergulho em meio aos peixes. - Henrique Foca![]()
As manchas escuras representam algum perigo?
De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), não há risco para os banhistas. A autarquia ambiental publicou vídeos nas redes sociais, chamando o fenômeno de uma “invasão do bem”.
“Quando eles estavam mais cedo, nadei por cima deles. Uma sensação muito boa”, contou a banhista Nayane Queiroz.
Qual a extensão dos cardumes avistados?
As imagens aéreas mostram manchas que ultrapassam um quilômetro de extensão. Apesar do tamanho aparente, Vianna explica que os peixes nadam muito próximos à superfície e formam uma “sombra horizontal” que impressiona.
Fenômeno pode se repetir?
Sim. De acordo com especialistas, esse tipo de ocorrência é comum nos meses de verão, especialmente quando há queda na temperatura da água nas praias cariocas. Vianna destaca que o fenômeno pode continuar nos próximos dias, caso as condições oceanográficas permaneçam favoráveis.
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Ana Clara Vitor