26° 23° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
ECONOMIA

Subsídios da União caem pela primeira vez em 4 anos

Pela primeira vez em quatro anos, os subsídios da União sofreram uma redução, conforme destacou o Ministério do Planejamento e Orçamento nesta terça-feira. Este recuo de subsídios foi notado tanto em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), que representa

Pela primeira vez em quatro anos, os subsídios da União sofreram uma redução, conforme destacou o Ministério do Planejamento e Orçamento nesta terça-feira. Este recuo de subsídios foi notado tanto em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, quanto em valores reais, descontando a inflação.

Em 2024, os subsídios governamentais somaram R$ 678,4 bilhões, uma queda de 2,71% em relação ao ano anterior, quando os valores alcançaram um pico de R$ 697,3 bilhões, considerando a correção da inflação. A proporção desses subsídios em relação ao PIB também diminuiu, de 6,1% em 2023 para 5,78% no ano seguinte.

Por que houve a redução dos subsídios?

A principal causa apontada pelo Ministério do Planejamento para essa diminuição foi o término da desoneração sobre combustíveis. Essa medida havia custado aos cofres públicos R$ 31,3 bilhões em 2023. E, em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro havia zerado alíquotas de impostos como PIS e Cofins para uma série de combustíveis, incluindo gasolina e diesel.

Em 1º de janeiro de 2023, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, restaurou a alíquota original sobre gasolina e etanol e reonerou os demais combustíveis a partir de 2024, conforme uma medida provisória assinada por ele.

Qual foi a evolução dos subsídios nos últimos anos?

Desde 2015, quando os subsídios atingiram R$ 644 bilhões (6,66% do PIB), houve uma oscilação significativa nesses números. Em 2020, os valores caíram para R$ 458,2 bilhões (4,66% do PIB). Nos anos seguintes, voltaram a crescer, chegando a R$ 697,3 bilhões (6,1% do PIB) em 2023, antes de recuarem novamente em 2024.

  • 2021: R$ 565,2 bilhões (5,26% do PIB)
  • 2022: R$ 672,3 bilhões (6,11% do PIB)

Como a redução dos benefícios tributários afeta os subsídios?

A equipe econômica do governo argumenta que reduzir os benefícios tributários é crucial para gerenciar o orçamento federal e cumprir o arcabouço fiscal. Um projeto apresentado no Congresso propõe uma redução linear de 10% nos subsídios da União, mas a ideia enfrenta resistência.

Ainda assim, a extensão de medidas como a desoneração da folha de pagamento até 2027 impactou a arrecadação, resultando em uma perda significativa de R$ 26,4 bilhões no último ano.

Quais são os desafios atuais?

Mesmo com as tentativas de reversão de incentivos fiscais nos últimos anos, alguns benefícios continuam a aumentar. A renúncia fiscal de rendimentos isentos, por exemplo, subiu de R$ 51,6 bilhões em 2023 para R$ 57,7 bilhões em 2024. Deduções com saúde e educação no Imposto de Renda também aumentaram consideravelmente nesse período.

Como estavam os benefícios creditícios?

A queda nos subsídios foi especialmente notada nos benefícios creditícios, que reduziram de R$ 86,5 bilhões (0,76% do PIB) em 2023 para R$ 49,8 bilhões (0,42% do PIB) em 2024. Esse recuo deve-se principalmente ao menor custo implícito, referente a juros mais baixos de operações com recursos de fundos como FMM e FAT.

Imagem de referência

Com informações da Agência Brasil

Tags