A economia brasileira deu um passo significativo em 2025, expandindo 2,3%, o que posicionou o Brasil como a sexta economia com maior crescimento entre os países do G20. Esse cenário destaca a importância do nosso país no cenário econômico global.
Segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (3), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingiu a marca de R$ 12,7 trilhões em 2025. Essa notícia positiva vem acompanhada de um contexto onde a agropecuária desempenhou um papel preponderante.
O que levou à desaceleração do crescimento econômico em 2025?
Apesar do crescimento positivo, 2025 foi marcado por uma desaceleração no ritmo de expansão do PIB brasileiro. Se em 2024 o crescimento havia sido de 3,4%, no ano passado o cenário foi mais contido. De acordo com especialistas do Ministério da Fazenda, a política de juros elevados teve um peso significativo nessa desaceleração.
Conforme relatório, a política monetária contracionista, ou seja, a manutenção de juros altos, se mostrou decisiva. Esse movimento influenciou a atividade econômica ao fechar o hiato do produto, que avalia a capacidade da economia de crescer sem pressionar a inflação.
Como o aumento dos juros afetou o Brasil em 2025?
A alta na taxa Selic foi uma tentativa do Banco Central (BC) de controlar a inflação, que fugiu à meta de 3% ao ano. Desde setembro de 2024, a taxa de juros básica do país foi ajustada para 15% ao ano, permanecendo neste patamar até agora. Isso encareceu o crédito e reduziu o consumo e os investimentos, esfriando a inflação, mas de certa forma desacelerando o crescimento econômico.
Adicionalmente, mesmo com esse cenário restritivo, 2025 terminou com recorde na baixa taxa de desemprego no Brasil. Isso demonstra a complexidade desse equilíbrio econômico.
O que esperar para a economia brasileira em 2026?
O Comitê de Política Monetária (Copom) já sinalizou o corte da Selic na próxima reunião, o que poderá dar novo impulso à indústria e ao setor de serviços. Além disso, medidas como a isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil podem estimular o consumo.
A Secretaria de Política Econômica (SPE) também prevê que a agropecuária desacelere, mas espera-se que o crescimento da indústria e dos serviços compense esse movimento. As reformas na tributação e a expansão do crédito consignado são vistas como forças propulsoras para manter a resiliência do mercado de trabalho.
Com informações da Agência Brasil