Em meio a um cenário internacional tenso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não hesitou em responder às declarações polêmicas do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, dirigidas ao presidente Lula. Essas declarações, feitas nas redes sociais, foram classificadas pelo Itamaraty como ofensivas e inverídicas, gerando indignação ao envolver acusações sérias contra o líder brasileiro e associar o Brasil a países como o Irã em um contexto histórico tumultuado.
No que essas acusações se baseavam? Em um post recente, Katz acusou Lula de ser antissemita e de apoiar o Hamas, um grupo militante palestino. Ele até mesmo insinuou que o Brasil estaria negando o Holocausto, um ponto bastante sensível no debate internacional.
Por que o ministro israelense atacou Lula?
Em 2023, o presidente Lula já havia condenado publicamente os ataques do Hamas a assentamentos israelenses, uma situação que escalou para a invasão da Faixa de Gaza pelo exército de Israel. Este posicionamento, no entanto, não foi suficiente para evitar os ataques verbais de Katz.
Qual é o posicionamento do Brasil quanto às mortes em Gaza?
Além das ofensas, o governo brasileiro destaca a gravidade dos ataques israelenses, como o que ocorreu no Hospital Nasser, em Gaza, resultando na morte de pelo menos 20 palestinos. Segundo o Itamaraty, essas ações já custaram a vida de mais de 62 mil palestinos, incluindo mulheres e crianças, além da utilização de políticas severas contra a população palestina.
Israel está sob investigação. O que isso significa para a política internacional?
O Itamaraty ainda pontua que Israel está sob investigação pela Corte Internacional de Justiça, citado por violar a Convenção para Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. Essa investigação traz à tona a questão da responsabilidade dos líderes na prática de genocídio, algo que o governo brasileiro enfatiza como uma responsabilidade que o ministro Katz não pode ignorar.
Com informações da Agência Brasil